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bucolic

Somewhere in the way.

So the vacations are gone. Too early I would say, I didn’t have time enough to do everything I wanted to, like to read that old book or visit all the people I would like to.

We (me and super husby) enjoyed every second of those 2 weeks of vacation, we saw beautiful things and met nice people and talked a lot about our dreams and goals and favorite deserts ever. We laugh, oh yeah we did!

I noticed something rather strange while crossing the boarder US x CA, US officers are pretty much more mean, rude than the canadian ones. Seriously, I don’t know what is wrong with US officers but gosh they are annoying! It is like if they come talk to you already with a bias: there is something wrong and u have to prove me the contrary. Canadians on the other hand… “You are in Canada, is good” and that was pretty much it.

But those 2 weeks were not spend in the boarder! We visited so many cute places, we went biking and met nice farmers, beautiful cows and a lot of colors everywhere. Quebec is a beautiful place to discover. I think this trip made me realize how much I love this place and at the same time how awkward it is to be a foreigner sometimes, how weird it is to never belong.

I guess we never belong. To no one and to nowhere.

The trip to Boston were a little bit faster then we wanted, Irene was about to hit the town and the subway, buses, and maybe even the cabs were not working. Pretty hard to get around with no transportation! But Irene wasn’t as bad as people were predicting and Boston is safe and sound after all.

Back to Montreal where the sun shines and the temperature rises, it is not like fall is almost there… it feels like summer today and I better enjoy.

k

Homesick

Saudades de casa nao é bem o termo. É saudades de coisas sem importância que nao sei enumerar. Mas essas coisas sem importância, quando juntas, compunham cenas da minha vida. E no entanto, nao é das cenas que sinto falta, mas dessas quimeras que faziam parte do meu caminho. O cheiro da chuva, as flores dos ipês caidas pelo chao vermelho de barao geraldo. A batucada na hora de ir pro Bandeijao. As subidas de Piracicaba. Pessoas desconhecidas que diziam algumas palavras aqui e ali. Saudosismo é assim. Eu to muito homesick today…

“It’s” a girl – “I” am a boy

Visitando uma colega que acabara de ter um bebe no victoria hospital, vi estes dois braceletes em dois bebes distintos. Que estranho eu pensei, que ainda neste século a mulher seja identificada como um objeto (it) e o homem como o sujeito (I).

Meu feminismo existe desde tempo imemoriais. A mulher objeto sempre me cansou muito. E existem tantas. E isso é tao triste.

Eu fico pensando em qual seria a maneira mais eficaz de mudar este cenário. Por incrível que pareça muitas mulheres ainda nao se sabem como sujeito, sao coisificadas e nao refletem sobre isso. Uma lastima.

Mas hoje estou de mal humor. HOje meus textos sao azedos. To procurando uma saída calma pra uma situação insuportável.

k

A poem to protect

É sempre preciso começar com o pé direito.

A gente é dono do nosso destino. Mas a gente nao programa o q acontece nele.

Gente que entra e sai, choro aqui, choro la. de alegria de tristeza de medo.

Mas qual outra escolha que a de fazer face a ela, a vida?

O que eu quero mesmo é fazer um caminho bonito. Um jardim talvez.

k

horas

Esse negocio da diferença de horas é uma coisa engraçada. Eu acordo e as novidades do brasil e canada ja estão no passado, rs! Ligo pro meu pai e desejo uma otima manha quando na verdade ele ja ta indo jantar… Engraçado mas difícil falar com as pessoas que estão longe.

Dias desses estava falando com Badr, um colega do Guillaume cujos pais sao marroquinos mas ele nasceu em Montreal. Um parêntese aqui, geralmente as pessoas cujos pais sao de outra origem que canadenses, quando questionados where are you from, sempre respondem que sao do pais de onde os pais nasceram. Voltando ao Badr, ele dizia que falava um pouco árabe mas nao sabia escrever árabe. Eu fiquei pensando que eu mesma, depois dessa reforma no português, nao to escrevendo nada bem.  É, a cada dia que passa, eu fico mais e mais longe do Brasil.

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k