The fall with Irigaray

Fall chegou pra ficar. Chuva e mais chuva e céu nublado. Nada melhor que ficar em casa com os amigos em tempos assim.

Ando lendo Irigaray e confesso que sou quase fan. A mulher é fantastica e alem de escrever muito bem, ela levanta questões super recentes e interessantes no que concerne o mundo masculino em que vivemos. O livro gerou varias discussões aqui em casa com Guillaume, e varias reflexões pra mim.

Quando alguém me pergunta o que é feminismo eu geralmente levo um tempo pra pensar a resposta, no geral feminismo é algo super mal interpretado pela grande maioria e eu faço o possível pra nao cair nos jargões estereotipados do termo. Gosto de muitas coisas nos livros de Irigaray e uma das teorias que ela desenvolve é exatamente como criar uma relação entre homem e mulher sem a subjugação de nenhum dos dois.

É mais ou menos sobre este ponto que muitos se confundem sobre o feminismo e Irigaray vem para desmistificar este ledo engano. Lacan e Derrida sao ao meu ver suas grandes influencias e é a partir das terorias do espelho (lacan) e da teoria do logocentrismo (Derrida) que ela desenvolve a idéia da escrita feminina, do reconhecimento do sexo feminimo e por ai vai. Ela é muito boa.

Mas o fim de semana nao foi apenas Irigaray. Teve jantar com amigos queridos, namoro, risadas e boas noites de sono!

eu sonhei com iceberg e com um urso.

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The multicultural Quebec.

Muitas pessoas me perguntam como é viver no Canada. No Canada eu nao sei, mas em Quebéc é uma grande aventura!

Montréal é sem duvida uma cidade multicultural, é muito comum andar pelas ruas e escutar muitas línguas diferentes. Alias é mais fácil vc encontrar alguém falando farsi que francês em Montréal. Nao so ha muitas etnias diferentes coabitando esta cidade como elas se respeitam e formam um grande e multicolorido mosaico. Montréal é uma cidades especial também por causa desse leque cultural.

Andando pelo Outremont vc encontra os Judeus Ortodoxos, em sua maioria vinda do leste europeu. Apesar deles ignorarem totalmente a existência dos goy, (rs!), é bonito andar pelas ruas deste bairro aos Sábados e admirar os lindos kolpiks (esse chapéuzinho ai da foto) usados por eles. Acho que no inicio eram apenas os filhos e netos dos rabbis que usavam isso, e em datas especiais acho que todo mundo usa.

Andando so um pouquinho, nao muito longe do bairro judeu, vc encontra o bairro indiano que fica entre Jean Talon e Jarry. O mais legal deste bairro é a cor que ele tem: as mulheres usam saris super coloridos e muitas vezes meio que brilhantes e é bonito de ver. Os homens (especialmente os de punjab) usam os turbantes muitas vezes enormes, escondendo um cabelo imagino eu tao enorme quanto!

E o cheiro dos temperos indianos perfumam a rua onde se encontram os supermercados indianos. Enfim, é uma belezura so!

Nao muito longe do bairro indiano existe o bairro muçulmano, ele fica meio que entre o bairro italiano e o indiano, tem muita mosque bonita, mulheres usando seus véus de maneiras bem criativas. É um local bonito de ver

Nao raramente encontramos mulheres completamente cobertas. Honestamente eu sou contra o véu por razoes políticas e feministas, no entanto respeito a escolha de usar, desde que seja realmente uma escolha…

Neste bairro tem o melhor cuzcuz marroquino que eu ja experimentei! Yumy!

Entao, como eu ia dizendo, tem o bairro italiano nao muito longe do bairro muçulmano, e logo em seguida tem o bairro ucraniano e também nao muito longe tem o bairro africano, e se vc gostar de andar tem tambem o bairro frances vulgarmente conhecido como Plato Mont Royal. A concentraçao de frances por metro quadrado neste bairro deve ser algo assim assustador, diaspora total!

E vc deve estar se perguntando onde é que esta o bairro quebecois??? Pois é, os quebecois estao meio que espalhados por todos os cantos e de certa forma se dao muito bem com seus vizinhos multinacionais! Mas esta verdade nao se aplica pro resto do Quebec. Indo mais para o interior da província nao se vê muitos imigrantes, e quanto mais ao norte vc vai, menos imigrantes ha.

Acho que no Quebec em geral existe muito uma mentalidade bairrista, o Quebéc desde muito tempo sofre deste medo constante de perder a língua francesa e com ela toda uma cultura quebecois devido a presença massiva do inglês na província. Existe até uma lei que proíbe imigrantes cuja primeira língua nao é inglês de colocarem seus filhos em escolas publicas anglofonas. Alias o governo do quebec nao quer nem mesmo que existam escolas publicas em ingles. Eu sei, um pouco radical. Mas nao tem jeito, vai tentar falar sobre o assunto com um quebecois pra ver o que acontece!

Enquanto a panela multicultural nao explode todo mundo sai ganhando desse grande aglomerado cultural, vc pode andar pela manha em Outremont e ouvir yddish, comer umas latkas pro café da manha. Andar mais um pouquinho e ter um lindo almoço indiano com direito a naam bread, e depois se tiver fôlego comer um belo tiramissu com um delicioso cafézinho la no bairro italiano e de quebra ouvir uma opera na rua for free!

 

 

 

 

 

 

Eu amo esse lugar!!!

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The color blue

Decidimos correr ontem até o lago em lachine. Incrivelmente o lago tinha a mesma cor das minhas fotos do lago! Pensei que foi lindo ter fotos que reflectem exactamente aquilo que meus olhos vêem. Mas o lago era de uma azul petróleo tao lindo!

Tinha uma brisa leve no caminho devolta pra casa e foi bom. Depois teve jantar na casa da minha querida amiga Manu. Manu é uma menina linda, de uma bondade inacreditavel e muito interessante. Eu sempre aprendo algo com ela. Foi uma noite linda regada a muito vinho bom e conversa agradável!

Mas antes teve um pouco de Hannah Arendt, pra nao perder a pratica, e num caderninho perdido uma frase assim: nenhuma morte é súbita, todas as horas sao graves. algo assim. acho que era do Mario Quintana. Foi bonito.

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OSM rocks!

Ontem teve OSM no parque Verdum, com um repertório super bonito e envolvente a orquestra de Kent Nagano tirou a plateia do sério e fez a minha noite muito mais feliz. Alias, nao poderia ter combinação melhor que orquestra e parque numa noite de verão! Voltei pra casa super leve e feliz, com a alma em nirvana. O dia ontem, alias, ja tinha sido perfeito com seu calor ameno e um lindo sol brilhando no céu azul de Montréal. Férias é realmente tudo o que eu precisava neste lindo verão!

To pensando num livro pra ler entre tantos na minha biblioteca que ainda nao li. Mas o verao pede piscina, amigos, amor e muito pouco de livros, rs.

Observando as pessoas ontem no parque, todas felizes e concentradas na apresentação da osm. Eu pensava que sorte a minha estar ali naquele momento com o amor da minha vida. Sim, eu ando melosa e mais apaixonada ainda. Veja, meu marido é o cara mais legal do mundo, e o mais gostoso. É complicado nao me apaixonar todo dia novamente a casa manha.

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The Brioches…

Final de semana prolongado cheio de chuva. Unica saida era ficar em casa vendo filmes e cozinhando… e quem cozinhou foi Guillaume. Fez uns lindos brioches de canela e ficou todo orgulhoso do resultado!

Teve muita leitura e também um pouco de saudades ja que minhas queridas amigas Lan, Fra e Gi se encontravam no Brasil depois de um tempo de distancia… Que sorte a minha ter amigos assim, e que triste nao poder estar la com elas quando eu bem quero… 13 horas de distancia pesa muito as vezes.

Li algo que o Marx escreveu, num dos livros do Benjamin, que me fez pensar que talvez o Marx tenha lindo os upranishads, ou outros livros do hinduísmo…

Quando a chuva deu trégua fomos ao Jardim Botânico e antes também rolou um picnic na beira do rio, super romântico! O Jardim Botânico de Montreal é realmente bem especial, grande e variado vc encontra nao so diferentes tipos de flores e vegetação em geral, mas também uma grande variedade de legumes, hortaliças e frutas! Taoooo bonito!!!

Algumas rosas do jardim:

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