The Ides of March

Truth is I like George Clooney as director. I like his long shots, his close ups and of course the stories. It was like that in Good night and good luck, and now with The Ides of March. But as usual the weekend passed by to fast and I didn’t do everything I wanted to, counting the hours for my vacation.

In between Julia Kristeva and Keruac I find my way through my week.

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The last day of Abigail

I was wondering how it would have been if I had stayed. Looking back now it feels like every step, all the mistakes and hits led me to right here and now. It is a sort of bitter sweet feeling, and today while we were dancing in the living room I realized that the huge gap between us was because of this sadness, unmeasurable. And yet this is what keeps us close, what keeps us longing for each other, like something you can never reach.

In a way, I was never there.

The day started white, the snow falling outside made me think about the readings I wanted to do today and all the movies on my list sitting there waiting for me. It took me a few minutes to decide  where to start, movies first, books after, email to friends and phone calls by the end of the day. But that feeling wouldn’t leave me alone. What had happened if I had stayed? What happened to my old friends and their long hairs? We were all so alone and so lost, and yet how lucky we were! I figured that having no certainties was what made us all free, and what brought me here.

I read Judith Butler and saw some movies from my list, some others that I found it could be good. I enjoy my solitude, every part of it.

And I will never know why she didn’t call me Abigail.

k

In time and Coco avant Chanel

So the new year started with a very bad cold that of course didn’t stopped me from watching some movies, it was actually one the few options I had since I was too weak to go out. And because I was weak and tired and it was after all time to relax and don’t think too much I decided to start with In Time, a movie written by Andrew Niccol who is the same guy that wrote The Truman Show (a great movie btw) and starring Justin Timberlake and Amanda Seyfried.

So the story happens in a not so far future where people stop aging at 25 years old but are engineered to live one more year. Having the means to buy your way out of the situation is a shot at immortal youth. Trying to not spoil the movie too much, the story is a very good parody to what happens right now in our contemporary society, it is indeed a very marxist movie, made simple.

Everything you buy is charged in minutes, minutes that you are actually taking out of your life as you are born with a watch that tells you how many minutes, hours, you have left. You work to gain more time to live but yet life costs are higher and higher. And this is not exactly what we do? We sell our time, our lives, in order to live, in order to buy. Of course this is not the best acting of Timberlake’s career but the movie is worth a shot, like my dear teacher used to say: the beauty of a movie depends on the eyes of its viewers!

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Coco avant Chanel.

I didn’t like the movie, didn’t like the story line, and maybe it is because I don’t like Chanel. Talking to an old friend she was telling me how brave and feminist Coco was and I couldn’t disagree more. I mean, the lady was avant-garde for sure but to say that she was a great feminist is way too much, she didn’t fight for women’s rights, she wasn’t a very independent woman and on the top of all that she was a nazi spy! I mean, seriously? Making it short, I could have spent my time watching something else.

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I am still in love with my readings, the list of desirable books are getting bigger and bigger. The good thing about finishing school is that you actually can spend more time reading what you really like. ( I have to enjoy this period of my life because school is coming back soon).

k

2012

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Putz, faz um século que nao posto nada no blog. Muitas coisas aconteceram nesse período mas com certeza me faltou tempo.

O ano acaba hoje e eu to doente. Uma gripe terrível resolveu se instalar no meu pobre corpinho e eu estou literalmente um bagaço. Mas no problem at all, 2012 começa cheio de esperança e com muitos projetos.

2011 foi um ano de superação. Foi um ano cheio de descobertas, um ano em que descobri que sou capaz de ir muito além do que eu mesma imaginava… com muito esforço e desconforto, claro. Nao tem muita coisa fácil nessa vida, rs. Um ano também de descobertas, 2011 deixou bem claro pra mim quais sao as coisas que realmente me incomodam e com as quais nao posso viver. Foi um ano  de uma enorme faxina no meu mundo de relações com as pessoas.

Descobertas. Redescobertas. Reli o Foucault, conheci a Luce Irigaray, gostei muito mais da Simone de Beauvoir e compreendi melhor o Lacan. 

Viajei pra onde nao esperava ir. E o meu gosto pelas surpresas aumentou ainda mais em 2011. Acho que o que melhor aconteceu neste ano foram as coisas que eu nao previ.

2012 promete muito amor, muita alegria, e muitas surpresas. Surpresas sao o que de melhor a vida pode oferecer. 

Eu nao sigo regras, nao faço planos, mas sonho muito. Pra mim, sonhar funciona muito bem.

Feliz 2012!

k

In love with Luce.

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O tempo escorre mais rapido do que eu gostaria e mesmo tentando fazer de Chronos um aliado nem sempre consigo fazer tudo o que gostaria: trabalho em demasiado, namoro em todos os possíveis minutos, cinema, e ler. Mas ando apaixonada pela Luce…

Irigaray3

Acho interessantissimo as questões que ela levanta sobre a exploração da intersubjetividade e a necessidade de se criar o sujeito feminino. A forma como escreve me instiga a reler outras grandes obras como O Segundo Sexo e Os poderes do Terror respectivamente de Simone de Beauvoir e Julia Kristeva. Sao questoes muito pertinentes e cada vez mais recentes.

O blog andou esquecido por pura falta de tempo. Varias coisas interessantes aconteceram nestes ultimos dias mas faltava poética, faltava lirismo, e sobrava muito sono e a escrita nao saia. Ficou restrita à umas folhas perdidas que quem sabe um dia virao a tona.

O amor é ainda e sera sempre provavelmente o que mais me surpreende. Reduz todos os outros sentimentos à impertinência e triunfa soberano. Essa busca à transcendência, ao confrontamento, é o que move o mundo e o que me move.

Saudades dos amigos, dos de perto, dos de longe, dos atemporais.

K

 

Exaustion

Quinta feira e eu ja estou pedindo pausa! Fazer todas as coisas com as quais me comprometi a fazer esta sendo mais cansativo do que eu imaginava: eu to basicamente um zumbi andando pelas ruas montrealesas, de trabalho a trabalho, de classe a classe… Robert Rodriguez que me aguarde!

Mas incrivelmente ha varios pontos positivos! A conta de energia aqui de casa vai cair horrores ja que nao ha nunca alguém em casa! Nao so de energia mas de telefone também!, rs!! Nao, falando sério, eu to dando bem conta do recado, entao isso me faz feliz.

Além disso, meus livros devem estar chegando! (Eu ando pensando sériamente em comprar um tablet da amazon… seria muito mais facil andar pra la e pra ca com um tablet do que com um livro pra incrementar o peso da minha mochila…

Hoje é quinta. Ainda bem!

k

 

The fall with Irigaray

Fall chegou pra ficar. Chuva e mais chuva e céu nublado. Nada melhor que ficar em casa com os amigos em tempos assim.

Ando lendo Irigaray e confesso que sou quase fan. A mulher é fantastica e alem de escrever muito bem, ela levanta questões super recentes e interessantes no que concerne o mundo masculino em que vivemos. O livro gerou varias discussões aqui em casa com Guillaume, e varias reflexões pra mim.

Quando alguém me pergunta o que é feminismo eu geralmente levo um tempo pra pensar a resposta, no geral feminismo é algo super mal interpretado pela grande maioria e eu faço o possível pra nao cair nos jargões estereotipados do termo. Gosto de muitas coisas nos livros de Irigaray e uma das teorias que ela desenvolve é exatamente como criar uma relação entre homem e mulher sem a subjugação de nenhum dos dois.

É mais ou menos sobre este ponto que muitos se confundem sobre o feminismo e Irigaray vem para desmistificar este ledo engano. Lacan e Derrida sao ao meu ver suas grandes influencias e é a partir das terorias do espelho (lacan) e da teoria do logocentrismo (Derrida) que ela desenvolve a idéia da escrita feminina, do reconhecimento do sexo feminimo e por ai vai. Ela é muito boa.

Mas o fim de semana nao foi apenas Irigaray. Teve jantar com amigos queridos, namoro, risadas e boas noites de sono!

eu sonhei com iceberg e com um urso.

k